Uma adega que aprende a cada colheita.
Nascemos em 2016, numa encosta de xisto a 1.180 metros. Desde então, fazemos pouco, devagar e sem copiar receita.
colheita · safra 2025
Não escolhemos a serra. A serra nos escolheu.
Em 2014, Cecília e Marcos compraram uma casa velha no alto da Serra do Lume para passar os fins de semana. A casa tinha um galpão, o galpão tinha parreiras de uvas bravas e a encosta tinha um solo de xisto que ninguém levava a sério.
A primeira safra saiu num carrinho de mão. Vinte e duas garrafas, rotuladas à mão com caneta. Foi o suficiente para nunca mais parar.
Dois anos depois, a adega tinha 800 litros de concreto e uma regra que virou método: só engarrafamos o que a altitude decidir. Sem correção, sem pressa, sem meta de caixa.
Hoje somos poucos na adega e muitos no coração de quem bebe. Cada safra nasce de uma conversa entre a videira, o vento e a nossa mão — e termina em garrafas numeradas, contadas uma a uma.
“Tradição não é guardar as cinzas. É passar a chama.”na parede da adega, desde 2016
Safras que viraram capítulos.
Cada ano deixou uma marca. Nenhuma safra se repete — e não é defeito, é a assinatura.
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2016
Primeiro lote
22 garrafas de uva brava. Vendidas entre amigos em três dias.
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2019
Concreto novo
Chegam os tanques de concreto e a primeira fermentação 100% indígena.
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2022
Nota 92
O tinto de altitude entra no guia nacional. A adega continua com a mesma porta de ferro.
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2025
O clube e a serra
Nasce o Clube de Degustação e abrem as visitas guiadas pela própria enóloga.
Três coisas que não negociamos.
Pouca, mas boa
Tiragens que cabem numa mesa de jantar. Quando o lote acaba, a história fecha — até a próxima colheita.
Sem pressa
Fermentação lenta, leveduras do próprio vinhedo, sem aditivos para acelerar ou uniformizar.
A serra manda
O ano decide o vinho. Não vendemos receita; vendemos o que a altitude resolveu fazer.
Pequenos números, grandes escolhas.
Leia menos. Prove primeiro.
Fale com a enóloga e receba a indicação do lote certo para o seu momento.